Babesiose


Babesiose
Babesias (tingidas de roxo) dentro de hemácias.
Especialidade infectologia
Classificação e recursos externos
CID-10 B60.0
CID-9 088.82
DiseasesDB 1200
eMedicine 212605
MeSH D001404
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Babesiose, piroplasmose ou doença do carrapato é uma doença causada por diversas espécies de protozoários do gênero Babesia spp. São transmitidos por carrapatos e infectam os glóbulos vermelhos. É um parasita da família do Plasmodium, o causador da malária.

Índice

Tipos


As diferentes espécies de babesia infectam diferentes animais[1]:

Dessas, 4 são capazes de infectar humanos também: B. microti, B. duncani, B. divergens e B. venatorum. A infecção em cachorros e bovinos geralmente é mais grave que a em humanos.

Causas


Os babesia infectam as hemácias/glóbulos vermelhos, células do sangue que transportam oxigênio, onde se reproduzem assexuadamente. O carrapato bebe o sangue com merozoítos, hospedeiro definitivo,

Pode ser transmitido por transfusão de sangue, pois raros locais buscam esse protozoário em todo sangue doado. [2]

Sinais e sintomas


Muitas pessoas saudáveis infectadas com Babesia microti se sentem bem e não têm quaisquer sintomas. Algumas pessoas desenvolvem sintomas de uma infecção qualquer como: febre, calafrios, sudorese, dor de cabeça, dores no corpo, perda de apetite, náuseas ou fadiga. Como os parasitas de Babesia infectam os glóbulos vermelhos do sangue, babesiose pode causar anemia hemolítica (a partir da destruição de células vermelhas do sangue) mesmo em pessoas com boa imunidade.

Sintomas de casos mais graves[3]:

Sintomas menos comuns, mesmo em casos graves[3]:

Em outros animais

Em cachorros e bovinos causa forte anemia hemolítica, febre alta e desencadeiam coagulação intravascular disseminada, resultando em palidez ou pele amarelada. Frequentemente é fatal. Uma transfusão de sangue associada a anti-coagulantes (heparina) pode salvar o animal.

Diagnóstico


É bastante difícil, pois geralmente apenas 1% das hemácias estão infectadas, o parasita é intracelular e as respostas imunes só são bem vistas em infecção ativa. Gotas de sangue ao microscópio podem ser tingidos com Giemsa, mas os babesia são facilmente confundidos com outros protozoários. Exames mais sensíveis e específicos como PCR demoram para ficar prontos e são caros, portanto são pouco usados na clínica. [4]

Epidemiologia


B.microti é endêmico apenas na América do Norte e entre 2005 e 2010 foram registrados mais de 1.400 casos de babesiose humana nos EUA. Raramente se diagnosticam casos de babesiose humana no Brasil, talvez porque poucos tentam diagnosticá-la e o protozoário visto ao microscópio pode ser facilmente confundida com o da malária.[5]

A B.divergens e B. bovis são encontrados apenas na Europa e Ásia, raramente infecta humanos, porém mais letal. Existem relatos de casos esporádicos de babesiose no Japão, Coréia, China, México, África do Sul e Egito. [6]

O B.canis é o menos virulento para humanos dos quatro, mas pode ser encontrado nos EUA, México, Amazônia, Austrália e Japão. [7]

Tratamento


Em pacientes sintomáticos, o uso de um antibiótico como clindamicina ou azitromicina combinado com um antiprotozoário como quinina ou atovaquona deve ser iniciada imediatamente após o diagnóstico. O tratamento original era uma combinação de clindamicina (20 mg/kg/dia para crianças; 300-600 mg por via intravenosa ou intramuscular a cada 6h em adultos) e quinina por via oral (25 mg/kg/dia para crianças; 650 mg cada 6-8h para adultos) administrado durante 7-10 dias. Esse esquema ainda é recomendado nos casos mais graves ou resistentes.[8]

Atualmente existe uma nova opção como primeira linha, com cinco vezes menos efeitos colaterais, administrando a combinação de atovaquona (750 mg a cada 12h em adultos) e azitromicina (500 mg no primeiro dia e 250 mg nos dias seguintes, em adultos) também por 7 a 10 dias ou de 7 semanas em pessoas com reincidência recente. Acrescentar proguanil ao esquema em pacientes imunocomprometidos.[9]

Referências


  1. http://emedicine.medscape.com/article/212605-overview#a3
  2. Herwaldt BL, Linden JV, Bosserman E, Young C, Olkowska D, Wilson M (2011). "Transfusion-associated babesiosis in the United States: a description of cases". Ann Intern Med 155 (8): 509–19. doi:10.1059/0003-4819-155-8-201110180-00362. PMID 21893613.
  3. a b http://emedicine.medscape.com/article/212605-clinical
  4. Krause PJ, Telford SR, Ryan R; et al. (April 1994). "Diagnosis of babesiosis: evaluation of a serologic test for the detection of Babesia microti antibody". J. Infect. Dis. 169 (4): 923–6. doi:10.1093/infdis/169.4.923. PMID 8133112.
  5. Nicolau Maués Serra-Freire. CASO ÍNDICE DE BABESIOSE HUMANA NO RIO DE JANEIRO, BRASIL. http://www.uniabeu.edu.br/publica/index.php/RU/article/view/1348/pdf_61
  6. http://emedicine.medscape.com/article/212605-overview#a6
  7. https://bioweb.uwlax.edu/bio203/s2014/kugel_aaro/habitat.htm
  8. Vannier, Edouard; Krause, Peter J. (21 June 2012). "Human Babesiosis". New England Journal of Medicine 366 (25): 2397–2407. doi:10.1056/NEJMra1202018. PMID 22716978.
  9. http://emedicine.medscape.com/article/212605-treatment#d10









Categorias: Zoonoses | Protozoologia




Data da informação: 24.09.2021 05:00:44 CEST

Fonte: Wikipedia (Autores [História])    Licença: CC-BY-SA-3.0

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