Bulbo raquidiano


Bulbo raquidiano, medula oblongata, medula oblonga ou simplesmente bulbo é a porção inferior do tronco encefálico, juntamente com outros órgãos como o mesencéfalo e a ponte, que estabelece comunicação entre o cérebro e a medula espinhal. A forma do bulbo lembra um cone cortado, no qual a substância branca é externa e a cinzenta, interna. É um órgão condutor de impulsos nervosos.

Relaciona-se também com funções vitais como a respiração, os batimentos do coração e a pressão arterial; e com alguns tipos de reflexos, como mastigação, movimentos peristálticos, fala, piscar de olhos, secreção lacrimal e vômito (mais específico da área postrema). Uma pancada nesta área ou sua compressão por parte do cerebelo, que se encontra posterior a ela, pode causar morte instantânea, pois paralisa os movimentos respiratórios e cardíacos.

Índice

Funções


Controla funções autônomas e retransmite sinais entre o cérebro e a medula espinhal. Também é responsável por controlar diversas funções autonômicas para o corpo:

Estrutura


O bulbo apresenta uma porção fechada, mais caudal, que contém o canal central contínuo com o da medula espinhal e uma porção aberta, que é rostral, na qual o canal central se expande como quarto ventrículo.

Limites:

Apresenta cerca de 3 cm de comprimento, 2 cm de largura na sua porção mais larga e 1,3 cm de espessura.

Principais modificações do bolbo em relação à medula espinhal:

  1. Abertura do canal central com surgimento do quarto ventrículo – o bolbo raquidiano apresenta uma porção aberta e outra fechada;
  2. Desaparecimento da forma de H da substância cinzenta rodeada por matéria branca e surgimento dos núcleos próprios do qual se destaca o núcleo olivar inferior;
  3. Decussação das pirâmides e do lemnisco medial – cruzamento de fibras. Deste modo ocorre a decapitação dos cornos anterior e posterior respectivamente.
  4. Grande abundância de formação reticular.

Nota: O SNC possui duas grandes vias de transporte de aferências:

Sulcos Longitudinais

Os sulcos longitudinais da medula continuam-se no bolbo. Deste modo, estes dividem a superfície do bolbo caudal e parte da rostral numa série de colunas.

A fissura mediana anterior é interrompida inferiormente pela decussação das pirâmides, na junção entre o tronco cerebral e a medula espinhal, mas depois continua-se rostralmente até à protuberância, separando as duas pirâmides do bolbo raquidiano.

O sulco anterolateral marca o limite posterior da pirâmide. As radículas do nervo hipoglosso emergem deste sulco, principalmente no bolbo raquidiano rostral.

No bulbo, porção rostral, a coluna posterior alarga, formando um núcleo posterior a este sulco anterolateral e portanto, ao qual anteriormente saem as radículas do nervo hipoglosso e que se denomina oliva.

As radículas dos nervos glossofaríngeos, nervos vagos e nervos acessórios, emergem posteriormente à oliva, no sulco que a delimita posteriormente e que se designa sulco posterolateral da oliva.

O sulco posterolateral também se continua no bolbo raquidiano. A área localizada entre estes dois sulcos posterolaterais – o olivar e o que é contínuo com a medula espinhal – é o núcleo cinero por onde passa o tracto espinhal do nervo trigémio (que é a continuação do tracto dorsolateral da medula espinhal).

A coluna posterior também se continua no bolbo, estando o fascículo cuneado adjacente ao sulco posterolateral e estendendo-se rostralmente para o tubérculo cuneado, que marca o local do núcleo cuneado e, o fascículo gracilis, adjacente à linha média e que se estende rostralmente de modo similar para o tubérculo gracilis, que representa o núcleo gracilis.

Porção caudal do bulbo raquidiano

Estende-se desde a decussação das pirâmides até ao ponto de união dos dois troncos cerebelares inferiores onde o canal central se expande (óbex).

Porção rostral do bulbo raquidiano

Estende-se desde a abertura do canal central até à parede rostral onde os pedúnculos cerebelares inferiores entram posteriormente no cerebelo. Nesta porção do bolbo, existe então dorsalmente parte do quarto ventrículo.

Ver também


Bibliografia











Categorias: Tronco cerebral | Neuroanatomia




Data da informação: 06.05.2022 08:50:12 CEST

Fonte: Wikipedia (Autores [História])    Licença: CC-BY-SA-3.0

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