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Década de 1990




Conforme padronização da norma internacional para representação de data e hora da Organização Internacional de Padronização (ISO), a década de 1990, também referida como década de 90 ou ainda anos 90, compreende o período de tempo entre 1 de janeiro de 1990 e 31 de dezembro de 1999.[1][2]

SÉCULOS: Século XIXSéculo XXSéculo XXI
DÉCADAS: 19401950196019701980199020002010202020302040
ANOS: 19901991199219931994199519961997199819992000

Índice

Visão geral


Os anos 90 iniciaram com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, sendo esses seguidos pela consolidação da democracia, globalização e capitalismo global. Fatos marcantes para a década foram a Guerra do Golfo e a popularização do computador pessoal e da Internet. A prosperidade econômica experimentada por muitos países durante a década de 1990 foi de natureza semelhante a que foi experimentada nas décadas de 1920 e 1950. Cada período de prosperidade foi o resultado de uma mudança de paradigma nos assuntos globais. As mudanças nas décadas de 1990 ocorreram em parte como resultado da conclusão da Guerra Fria.

Otimismo e esperança seguiram o colapso do Comunismo, mas os efeitos colaterais do fim da Guerra Fria estavam só começando, como o advento terrorista em regiões do Terceiro Mundo, especialmente na Ásia. O Primeiro Mundo experimentou crescimento econômico estável durante toda a década. O Reino Unido, depois de uma recessão em 1991-92 e a desvalorização da libra, conseguiu 51 bimestres seguidos de crescimento que se seguiram no novo século. Até nações com menor representatividade econômica como a Malásia tiveram aperfeiçoamentos gigantescos. Mas deve-se notar que a economia dos Estados Unidos permaneceu sem crescimento durante a primeira metade da década.

Muitos países, instituições, companhias e organizações consideraram os anos 90 como "tempos prósperos".

Politicamente, os anos 90 foram de democracia expansiva. Os antigos países do Pacto de Varsóvia logo saíram de regimes totalitários para governos eleitos. O mesmo ocorreu com países em desenvolvimento (Taiwan, Chile, África do Sul e Indonésia).

Apesar da prosperidade e democracia, houve um "lado maléfico" significativo. Na África, o aumento nos casos de AIDS e inúmeras guerras levaram á diminuição da expectativa de vida e nada de crescimento econômico. Em ex-nações soviéticas, havia fuga de capital e o PIB decrescente. Crises financeiras nos países em desenvolvimento foram comuns depois de 1994, apoiados pela globalização. E eventos trágicos como as guerras dos Bálcãs, genocídio de Ruanda, a Batalha de Mogadíscio e a primeira Guerra do Golfo, assim como o crescimento do terrorismo, levou à idealização do choque de civilizações. Mas esses fatos foram apenas relembrados com relevância na década de 2000.

A cultura jovem aceitou o Grunge como mídia e foi muito diversificada se ramificando em tribos num universo social muito diverso que foi desde o superficialismo e consumismo até a militância ambientalista e antiglobalizante. A expressão nas roupas e através de tatuagens e piercings também foi marcante, bem como o consumo de drogas com o surgimento do ecstasy ligado a cultura de música eletrônica o aumento no consumo de maconha na classe média. No Brasil o jovem se viu envolvido cada vez mais com sexo em idade precoce e também foi vitima do aumento da violência nos grandes centros urbanos. Começaram a serem exibidos diversos comerciais anti-drogas com a frase final: "Drogas, nem morto"

No Brasil

Os anos 90 começaram com instabilidade, com o confisco de poupanças do presidente Fernando Collor.[3][4] Os negócios escusos de Collor mais tarde levariam milhares de jovens (mobilizados por uma forte campanha de mídia) a criarem o movimento dos "caras-pintadas" e pedirem seu impeachment.[5]

No governo seguinte (Itamar Franco), o país experimentou estabilidade econômica e crescimento com o Plano Real (1994)[4], que igualava a paridade da moeda e do dólar por meio de uma banda cambial.[6] O Ministro da Fazenda que implementou o Real, Fernando Henrique Cardoso, se elegeria presidente por duas vezes seguidas naquela década, ganhando sua reeleição após mudar a Constituição.[7] O sistema de bandas cambiais mostrou fragilidades ao fim da década, tendo impactos no aumento da pobreza. Com as reservas cambiais comprometidas, a moeda tornou-se flutuante em janeiro de 1999, após não suportar as pressões especulativas junto à crise russa de 1998.[7] O presidente também trouxe a volta do Fusca, denominado Fusca Itamar. O Fiat Uno passou a ter a nomenclatura Mille.

A cultura brasileira tornou-se mais valorizada, com a ressurreição do cinema e a boa recepção de músicos brasileiros no exterior. O esporte também passou por bons momentos, com 25 medalhas olímpicas e títulos mundiais no futebol masculino e basquete feminino.

Arquitetura

Tem se destaque o surgimento da arquitetura neo moderna como uma forma dominante de arquitetura nesta última década do século XX, especialmente em escritórios corporativos. Edifícios neomodernistas, como os modernistas, são projetados para serem largamente monolíticos e funcionais. Ao lado deste tipo de arquitetura também há a presença da arquitetura high-tech (surgida na década de 1970);

Tecnologia

Os anos 90 trouxeram um grande desenvolvimento tecnológico, tornando populares e aperfeiçoando tecnologias inventadas na década de 80.

Ciência

Guerras e política

Economia

Outros

Líderes

Música


O Grunge, subgênero do Rock, foi sem dúvidas o gênero que mais fez sucesso nesse período: Nirvana, Alice in Chains, Pearl Jam, Foo Fighters, Soundgarden, Stone Temple Pilots, The Smashing Pumpkins impactaram durante toda decada, dando influência a outras bandas que dominam até hoje o mundo musical como Linkin Park e Coldplay. O fim da década de 90 foi marcado pelo ressurgimento do Punk Rock e surgimento do Pop Punk, marcados pelas bandas Green Day, blink-182, The Offspring, que continuaram a fazer sucesso na década posterior. A MTV tem seu auge ao abrir canais em vários países, com a popularização da TV a cabo. É importante destacar a banda britânica Oasis, que possuía uma forte influência dos Beatles. Outras bandas de grande destaque foram o Rage Against the Machine, que teve uma grande influência sobre o gênero nu metal na década posterior, e os Red Hot Chili Peppers, cujo som era uma mistura de funk, hard rock, rock alternativo, e soul.

O R&B foi o gênero predominante na cena musical e nas rádios durante toda a década, obtendo destaque por meio de nomes de grande sucesso como Mariah Carey, Aaliyah, Toni Braxton, Boyz II Men, TCL, En Vogue, Blackstreet e vários outros.

Um grande fenômeno, sobretudo na segunda metade da década, foi o Teen Pop, ou simplesmente "Pop adolescente", tendo como as principais representantes femininas Britney Spears e Christina Aguilera. Também por grupos de rapazes, as famosas Boy bands, como Backsteet Boys, 'N Sync, Westlife, Five e outras. Grupos de garotas também, como o fenômeno Spice Girls.

Outro gênero de grande destaque foi o Rap americano, que passou a ganhar notoriedade mundial nessa década. Nomes como: 2Pac, Notorious B.I.G., Snoop Dogg, Puff Daddy, Wu-Tang Clan, Dr. Dre, Ice Cube e Cypress Hill explodiram de popularidade. Foi também ao final dessa época que DMX e Eminem ganharam popularidade.

Vale destacar também a ascensão da musica Eletrônica ao mainstream. Marginalizada até a década de '80 ela ganhou notoriedade após Madonna trabalhar com produtores de House no início dos anos 90 em hits como "Vogue", remixes de seus singles e no álbum Erotica. Durante este período, músicas como "Pump Up the Jam" do Technotronic e "I've Got the Power" do Snap! explodiram em todas as rádios, dando início a novas tendências mundiais. Não demorou muito para outros estilos de Eletrônica aparecerem no mercado, como o nascimento do Drum 'N Bass e do surgimento do Techno, que foi o precedente de outras influências como o Trance e o Psy. Nomes como: The Prodigy, Moby, Fatboy Slim, Culture Beat, Daft Punk, 2 Unlimited, Rozalla, Gigi D'Agostino, entre outros... também fizeram enorme sucesso.

No Brasil, a Lambada explode no início da década com o sucesso da novela Rainha da Sucata.

O Sertanejo também aparece com muita força puxadas por diversas duplas sertanejas que fizeram grande sucesso como Leandro & Leonardo (até a morte de Leandro em 1998), Chitãozinho & Xororó, Zezé di Camargo & Luciano, Chrystian & Ralf e outras duplas e artistas notórios do gênero na época, como Roberta Miranda e Sula Miranda.

O Pagode também foi representado com bastante louvor vários grupos se destacando: Raça Negra, Exaltasamba, Só Pra Contrariar, Molejo, Soweto e Katinguelê. Já o Samba teve Zeca Pagodinho como grande destaque.

A música baiana (axé music, samba-reggae e pagode baiano) também foi mania nacional com Daniela Mercury, que ficou conhecida como a "rainha da Axé music", emplacando 10 músicas em primeiro lugar na parada oficial brasileira e vendeu mas de dez milhões de discos. Também conjunto É o Tchan, Banda Eva de onde saiu para carreira solo a baiana Ivete Sangalo.

O grande destaque foi o Funk Carioca ou Funk Melody que despontou principalmente com a dupla Claudinho & Buchecha mas também se destacaram Mc Marcinho e Cidinho & Doca.

Entre os artistas que produziam musica Pop, foram febres Sandy & Junior, Deborah Blando, Patricia Marx, Dominó, Fat Family e Pepê & Neném.

No Rock Brasileiro destaca-se as bandas Skank, Jota Quest, Raimundos, Planet Hemp, O Rappa, Charlie Brown Jr., Los Hermanos, Sepultura e Angra, vale destacar também que bandas veteranas surgidas na década anterior como os Paralamas do Sucesso, Kid Abelha e Legião Urbana ainda tiveram muito destaque durante a primeira metade da década.

O Conjunto Musical Mamonas Assassinas foi destaque nacional vendendo em seu único disco mais de 1 milhão e 800 mil cópias, porém um ano após estourarem o conjunto inteiro faleceu num acidente aéreo em São Paulo. No Rap nacional o grupo Racionais MC's fizeram enorme sucesso com seu discurso politizado e contundente. Na música eletrônica um nome relevante foi o de DJ Marky. Vindo da periferia de São Paulo ele foi o principal nome que introduziu o Drum 'N Bass no cenário musical brasileiro, criando tendências que marcaria a musica Eletrônica no mundo inteiro.

Televisão

Diversões eletrônicas e outras curiosidades

Moda

Esportes


Referências


  1. «A década acaba daqui a dois meses ou só no final de 2020?» . Glamour 
  2. «2019 ou 2020: quanto termina realmente esta década?» . BBC 
  3. «Plano Collor confiscou a poupança, e Brasil mergulhou na hiperinflação» . Jornal O Globo. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  4. a b «Confisco da poupança de Collor completa 26 anos hoje» . EXAME. 16 de março de 2016. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  5. «Impeachment de Collor» . Estadão - Acervo. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  6. «Plano Real, que deu fim à hiperinflação no país, completa 25 anos» . economia.uol.com.br. UOL. 1 de julho de 2019. Consultado em 2 de setembro de 2019 
  7. a b «Biografia / Período Presidencial — Fernando Henrique Cardoso» . Biblioteca Virtual da Presidência. Consultado em 2 de setembro de 2019. Arquivado do original em 17 de dezembro de 2014 

Ligações externas










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Fonte: Wikipedia - https://pt.wikipedia.org/wiki/Década de 1990 (Autores [História])    Licença: CC-by-sa-3.0

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