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Gante




  Gante
Gent

Campanário (Belfort) visto da Catedral de Gante

localização do município, no distrito e na província
Brasão Bandeira
Geografia
Região Flandres
Província Flandres Oriental
Distrito
Área 156.18 km²
Demografia
População
– Homens
– Mulheres
Densidade
262.219 (1 de janeiro de 2019)


1,600 hab./km2
Faixa Etária
0–19 anos
20–64 anos
65 anos ou mais
()
%
%
%
Estrangeiros % ()
Economia
Desemprego % ()
Renda per capita
Política
Presidente da Câmara Municipal
(burgomestre)
{{{Presidente da Câmara Municipal}}}
Coalizão/Partido Open VLD
Vereadores (escabinos)
Código Postal
Código Postal deelgemeenten
/entités (submunicípios)
9000–9052 {{{sub-municípios}}}
Outras informações
Código telefônico
Código NIS
Website http://www.gent.be/

Gante[1][2] (em neerlandês e alemão Gent, em francês Gand) é uma cidade e município belga, capital da província da Flandres Oriental.

Índice

História


Indícios arqueológicos mostram presença humana na região de confluência da Escalda com o Lys, anterior à própria Idade da Pedra e à Idade do Ferro. A maioria dos historiadores acredita que os primórdios do nome Gante (Gent em neerlandês) deriva da palavra céltica "Ganda", que significa "confluência". Não existem quaisquer registos escritos do período romano mas, novamente, a pesquisa arqueológica diz-nos que a região era já por essa altura habitada. Quando os francos invadiram os territórios romanos (desde o final do séc. IV e durante o séc. V), trouxeram a sua língua e o céltico e o latim foram substituídos pelo neerlandês antigo.

Por volta de 650, Santo Amândio fundou duas abadias em Gante: a Abadia de S. Pedro e a Abadia de S. Bavão. A cidade cresceu e desenvolveu-se a partir de diversos núcleos mas, essencialmente, a partir das abadias e do centro mercantil. Contudo, em 851 e 879 a cidade foi atacada e saqueada pelos viquingues.

No século XI a cidade floresceu e até ao século XIII Gante foi a segunda maior cidade europeia, logo atrás de Paris: era maior que Londres, Colónia ou Moscovo. Dentro das muralhas da cidade viviam para cima de 65 000 pessoas. Actualmente, o Campanário e as torres da Catedral de S. Bavão e da Igreja de S. Nicolau são apenas alguns exemplos do esplendor outrora alcançado.

A indústria têxtil, originalmente estabelecida em Bruges, criou em Gante a primeira zona industrial da Europa na Alta Idade Média. A rota mercantil era extremamente desenvolvida para época, uma vez que a lã era importada de Inglaterra. Este foi um dos motivos para o bom relacionamento entre a Flandres e a Inglaterra durante este período. No entanto, o comércio com a Inglaterra sofreu significativamente com a Guerra dos Cem Anos.

No século XIV a cidade recuperou parte da sua prosperidade anterior, enquanto a Flandres se encontrava unida com as províncias vizinhas sob o poder dos duques de Borgonha. Contudo, elevadas taxas de imposto conduziram a um rebelião das populações e resultaram na Batalha de Gavre, na qual Gante sofreu uma terrível derrota às mãos de Filipe o Bom. Por volta desta época, o centro gravitacional dos Países Baixos transferiu-se progressivamente da Flandres (Bruges-Gante) para o Brabante (Antuérpia-Bruxelas).

As guerras religiosas dos finais do século XVI e durante o século XVII, mergulharam a cidade em devastação: Gante tornou-se a república Calvinista até à chegada do exército espanhol, altura em que foi restaurado o Catolicismo. As guerras encerraram o papel de Gante como centro internacional.

Nos séculos XVIII e XIX, Gante recuperou parte de sua indústria têxtil. Lieven Bauwens introduziu a primeira máquina de tecer mecânica da Europa continental, da qual havia contrabandeado as plantas originais de Inglaterra em 1800. Na cidade foi assinado, em 1812, o Tratado de Gante, que pôs fim à Guerra Anglo-Americana.

Após a Batalha de Waterloo, Gante tornou-se parte integrante do Reino Unido dos Países Baixos durante 15 anos. Neste período estabeleceu a sua primeira universidade (1817) e uma nova ligação com o mar (1824-27).

Cidades-irmãs


Gante é geminada com:

Referências


  1. Gonçalves, Rebelo (1947). Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa. Coimbra: Atlântida - Livraria Editora. p. 353 
  2. Fernandes, Ivo Xavier (1941). Topónimos e Gentílicos. I. Porto: Editora Educação Nacional, Lda. 

Ligações externas


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Data da informação: 30.05.2020 04:43:57 CEST

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