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Medo




 Nota: Para outros significados, veja Medo (desambiguação).

O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.[1]

É também uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica.[2]

A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que possa lhe causar algum mal. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.

O medo pode se transformar em uma doença (a fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico. A técnica mais utilizada pelos psicólogos para tratar o medo se chama Dessensibilização Sistemática. Com ela se constrói uma escala de medo, da leve ansiedade até o pavor, e, progressivamente, o paciente vai sendo encorajado a enfrentar o medo. Ao fazer isso o paciente passa, gradativamente, por um processo de reestruturação cognitiva em que ocorre uma reaprendizagem, ou ressignificação, da reação que anteriormente gerava a resposta de alerta no organismo para uma reação mais equilibrada.

Índice

Medo nas religiões


Medo no cristianismo

Existem passagens na bíblia em que Jesus desautoriza o medo assim como os profetas.[3][4]

Origens


Enquanto que, por exemplo, há alguns tipos de medo que surgem através da aprendizagem, como quando uma criança cai num poço e se esforça violentamente para de lá sair, sofrendo devido ao frio da água e à aflição; esta criança originará um adulto que guarda um medo instintivo aos poços, há no entanto outros gêneros de medos que são comuns nas espécies, e que surgiram através da evolução, marcando um aspeto da reminiscência comportamental. Do ponto de vista da psicologia evolutiva, medos diferentes podem na realidade ser diferentes adaptações que têm sido úteis no nosso passado evolutivo. Diferentes medos podem ter sido desenvolvidos durante períodos de tempo diferentes.

Alguns medos, como o medo de alturas, parece ser comum a todos os mamíferos e desenvolveu-se durante o período Mesozoico, quando a maioria dos mamíferos não era maior que um rato, e se escondia durante o dia, saindo apenas à noite, para evitar os dinossauros predadores. Outros medos, como o medo de serpentes, pode ser comum a todos os símios e desenvolveu-se durante o período Cenozoico, época em que o medo natural de animais predadores como leões, tigres, lobos, ursos e hienas como também de herbívoros agressivos como elefantes, búfalos, hipopótamos e rinocerontes havia surgido.

Ainda outros medos, como o medo de ratos e insetos, pode ser único para os seres humanos e desenvolvidos durante o Paleolítico e Neolítico, períodos de tempo em que os ratos e insetos tornam-se portadores de doenças infecciosas importantes e prejudiciais para as culturas e alimentos armazenados. O medo é um mecanismo de aprendizagem, mas também evolutivo de sobrevivência da espécie, e do indivíduo particularmente.

Nas Artes


Nas obras de ficção, da Literatura ao Cinema e à Pintura, por exemplo, o medo é não só matéria-prima das narrativas como também, por vezes, o tema da própria obra. Stefan Zweig, por exemplo, escreveu "O Medo" e analisou, até no sentido psicanalítico, o grau de perigosidade mas também a resposta adequada para vencer o medo. Kubrick, explorou a sensação do medo - das personagens e dos espectadores - em filmes como "The Shining" ou "Laranja Mecânica", já para não invocarmos o incontornável Hitchcock. Igualmente incontornável, na pintura, é Edvard Munch com o seu quadro "O Grito".

Veja também


Referências


  1. «Gallup Poll: What Frightens America's Youth» . 29 de março de 2005. Consultado em 18 de novembro de 2016 
  2. Öhman, A. (2000). "Fear and anxiety: Evolutionary, cognitive, and clinical perspectives". In M. Lewis & J. M. Haviland-Jones (Eds.). Handbook of emotions. pp. 573–593. New York: The Guilford Press. [S.l.: s.n.] 
  3. Mateus 14:27; 17:7; 28:10; 10:25; 10:31 fora outras 10 menos importantes nos evangelhos outros
  4. Deuteronômio 31:6; 2ªReis 6:16; Isaías 43:1
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Data da informação: 30.05.2020 09:45:53 CEST

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