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Pensamento




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Pensamento e pensar são, respectivamente, uma forma de processo mental ou faculdade do sistema mental.[1] Pensar permite aos seres modelarem sua percepção do mundo ao redor de si, e com isso lidar com ele de uma forma efetiva e de acordo com suas metas, planos e desejos. Palavras que se referem a conceitos e processos similares incluem cognição, senciência, consciência, ideia, e imaginação. O pensamento é considerado a expressão mais "palpável" do espírito humano, pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade deste.

O pensamento é fundamental no processo de aprendizagem (vide Piaget). O pensamento é construtor e construtivo do conhecimento.

O principal veículo do processo de conscientização é o pensamento. A atividade de pensar confere ao homem "asas" para mover-se no mundo e "raízes" para aprofundar-se na realidade.

Etimologicamente, pensar significa avaliar o peso de alguma coisa. Em sentido amplo, podemos dizer que o pensamento tem como missão tornar-se avaliador da realidade.

Segundo Descartes (1596-1650), filósofo de grande importância na história do pensamento:

Índice

Definição


Reações representativas causadas por estímulos de reações químicas internas ou factores ambientais externos.

Em linguagem comum, a palavra pensar cobre numerosas e diversas atividades psicológicas. É às vezes um sinônimo de "tender a acreditar", especialmente se não for com total confiança ("Eu acho que vai chover, mas não tenho certeza"). Outras vezes denota o grau de atenção "Eu fiz isso sem pensar" ou qualquer coisa que esteja na consciência, especialmente se isso se referir a alguma coisa fora do ambiente imediato ("Isso me fez pensar na minha avó").

Características


Latência

O pensamento pode ser caracterizado por exigir períodos de latência, nos quais as atividades internas são suspensas ou interrompidas. Portanto, ele é somatório de atividades incluídas na elaboração de estudos, de processos superiores da formação de conceitos, os chamados conceitos cognitivos, da solução de problemas, do planejamento, do raciocínio e da imaginação.

O período de convergência do pensamento pode ser caracterizado no momento em que o indivíduo se vê frente a novas situações, cuja complexidade pode ser variável e para as quais não encontra esquemas de resposta pré-montados ou pré-estruturados pela aprendizagem e ainda, cuja resposta não é instintiva e sim, construída ou elaborada.

Pode-se definir o pensamento como a faculdade de formular conceitos, para os quais a atividade psíquica elabora os fenômenos cognitivos, imaginativos e planificativos, cujo grau pode ser algo distinto tanto dos sentimentos como das vontades.

Diferentes abordagens do pensamento


Biologia

Ver artigo principal: Neurônio

Um neurônio (também chamado de célula nervosa) é uma célula excitável no sistema nervoso que processa e transmite informação por sinais eletroquímicos. Neurônios são o componente principal do cérebro, a medula espinhal dos vertebrados, Ventral nerve cord nos invertebrados, e os nervos periféricos. Existem vários tipos de neurônios especializados: neurônios sensoriais respondem ao toque, som, luz e outros numerosos estímulos que afetam as células dos órgãos sensoriais que então envia sinais para a medula espinhal e cérebro. Os neurônios motores recebem sinais do cérebro e da medula espinhal e causam a contração muscular e afetam glândulas. Interneurônios conectam neurônios a outros neurônios dentro do cérebro e medula espinhal. Neurônios respondem a estímulos, e comunicam a presença do estímulo para o sistema nervoso central, que processa a informação e envia uma resposta a outra parte do corpo para ação. Neurônios não passam por mitose, e usualmente não podem ser substituídos depois de destruídos, apesar de astrócitos terem sido observados se transformando em neurônios já que eles algumas vezes são pluripotentes.

Psicologia

Ver artigo principal: Psicologia cognitiva

Psicologistas têm se concentrado no pensar como uma manifestação intelectual com objetivo de responder a uma questão ou a solução de um problema prático. Para Skinner, o pensamento pode ser compreendido como um comportamento privado, verbal ou não verbal, encoberto, ou seja, não manifesto no sentido de que não pode ser detectado por outras pessoas e, que necessita ser explicado ou deduzido. [2]

A psicologia cognitiva é um ramo da psicologia que investiga os processos mentais internos como a resolução de problemas, memória, e linguagem.

A escola do pensamento surgida com esta aproximação é conhecida como cognitivismo, que está interessada em como as pessoas representam mentalmente o processamento da informação. Ela tem sua fundação na psicologia gestalt de Max Wertheimer, Wolfgang Köhler, e Kurt Koffka,[3] e no trabalho de Jean Piaget, que providenciou a teoria dos estágios/fases que descrevem o desenvolvimento cognitivo das crianças. Psicologistas cognitivos usam aproximações psicofísicas e experimentais para entender, diagnosticar e solucionar problemas, se concentrando nos processos mentais que mediam entre o estímulo e a resposta. Segundo a teoria cognitiva a solução de problemas toma forma de regras algorítmicas que não são necessariamente compreensíveis mas que prometem uma solução, ou regras heurísticas que são compreensíveis mas que nem sempre garantem a solução. A ciência cognitiva se diferencia da psicologia cognitiva no sentido de implementar algoritmos que pretendem simular o comportamento humano nos computadores. Em outras instâncias, soluções podem ser encontradas através de insight, perceber de repente o relacionamento das coisas.

Id, ego e superego são as três partes do "aparato psíquico" definido por Sigmund Freud com seu modelo estrutural da psique; eles são teoricamente os três blocos fundamentais ao descrever a vida em termos de atividade e interação mental. De acordo com esse modelo, o instinto não-coordenado tende a ser o "id"; a parte realista e organizada da psiquê o "ego", e a função crítica e moral o "superego".[4]

O inconsciente foi considerado por Freud através da evolução de sua teoria psicoanalítica a força senciente da vontade influenciada pelo desejo humano e ainda assim operando bem abaixo da percepção da mente consciente. Para Freud, o inconsciente é um armazenamento de desejos e necessidades movidas pelo instinto. Enquanto pensamentos passados e reminiscentes possam ser escondidos da consciência imediata, eles direcionam o pensamento e os sentimentos do indivíduo através do inconsciente.[5]

Para psicoanalistas, o inconsciente não inclui tudo o que não é consciente, mas apenas o que é reprimido ativamente pelo pensamento consciente ou o que a pessoa é avers a pensar conscientemente. Esta visão coloca o indivíduo como sendo adversário de seu inconsciente, lutando para manter escondido o que está inconsciente. Se a pessoa sente dor, tudo o que ela pode pensar é aliviar a dor. Todos os seus desejos, para acabar com a dor ou aproveitar algo, comandam a mente a fazer algo. Para Freud, o inconsciente era um repositório de ideias e desejos não aceitáveis socialmente, memórias traumáticas, e emoções dolorosas deixadas de lado pela mente pelo mecanismo de repressão psicológica. Entretanto, o conteúdo não precisa ser necessariamente apenas negativo. Na visão psicanalítica, o inconsciente é a força que só pode ser reconhecida pelos seus efeitos - ele se expressa através dos sintomas.[6]

Sociologia

Ver artigo principal: Psicologia social

A psicologia social é o estudo de como as pessoas e grupos interagem. Acadêmicos nesta área interdisciplinar são tipicamente ou psicologistas ou sociologistas, apesar de todos os psicologistas sociais usarem tanto o indivíduo como o grupo como suas unidades de análise.[7]

Apesar de suas similaridades, pesquisadores psicológicos e sociológicos tendem a diferenciar em suas metas, aproximações, métodos e terminologia. Eles também favorecem diferentes jornais acadêmicos e sociedades científicas. O maior período de colaboração entre sociologistas e psicologistas foi durante os anos imediatamente seguintes à Segunda Guerra Mundial.[8] Apesar de ter havido um aumento no isolamento e especialização nos anos recentes, permanece um certo grau de sobrepossição e influência entre as duas disciplinas.[9]

O Inconsciente coletivo, às vezes conhecido como subconsciente coletivo, é um termo da psicologia analítica criado por Carl Jung. É parte da mente inconsciente, compartilhada por uma sociedade, pessoas, ou toda a humanidade, em um sistema interconectado que é o produto de toda a experiência comum e contêm conceitos como ciência, religião, e moral. Enquanto Sigmund Freud não distinguia entre a "psicologia individual" e a "psicologia coletiva", Jung distinguia o inconsciente coletivo do subconsciente pessoal particular de cada ser humano vivo. O inconsciente coletivo é também conhecido como "a reserva de experiência da nossa espécie".[10]

No capítulo "Definições" do seminário de Jung Tipos Psicológicos, na definição de "coletivo" Jung se referiu a representações coletivas, termo cunhado por Levy-Bruhl no livro de 1910 How Natives Think. Jung dizia que era isso que descrevia o inconsciente coletivo. Freud, por outro lado, não aceitava a ideia de um inconsciente coletivo.

Filosofia

Ver artigo principal: Filosofia da mente

O movimento de fenomenologia na filosofia viu uma mudança radical na forma como entendemos o pensamento. A análise fenomenológica de Martin Heidegger da estrutura existencial do homem em Ser e Tempo lança uma nova luz sobre a questão do pensar, trazendo inquietação à cognição tradicional ou às interpretações racionais do homem que afetam o modo como entendemos o pensamento. A noção do papel fundamental da compreensão não cognitiva em tornar possível a consciência temática contribuiu na discussão em torno da inteligência artificial durante os anos 1970 e 1980.[12]

A filosofia da mente é um ramo de ideias da filosofia analítica moderna que estuda a natureza da mente, os eventos mentais, funções mentais, propriedades mentais, consciência e seus relacionamentos com o corpo físico, particularmente o cérebro. O problema mente-corpo, isto é, o relacionamento entre a mente e o corpo, é comumente visto como a questão central da filosofia da mente, apesar de haver outras questões envolvendo a natureza da mente que não envolvem sua relação com o corpo físico.[13]

O problema corpo-mente se preocupa em explicar a relação que existe entre a mente, ou processo mental, e o estado ou processo do corpo.[13] O principal objetivo dos filósofos que trabalham nesta área é determinar a natureza da mente e dos estados/processos mentais, e como - ou mesmo se - a mente é afetada pelo corpo e pode afetá-lo.

Nossas experiências perceptíveis dependem dos estímulos que chegam nos nossos vários órgãos sensoriais do mundo exterior e esses estímulos causam mudanças no nosso estado mental, nos fazendo sentir algo, o que pode ser bom ou ruim. O desejo de alguém por uma fatia de pizza, por exemplo, tende a fazer com que esta pessoa mova seu corpo de uma maneira e direção específica para obter o que ele quer.

A questão é, então, como pode ser possível que experiências conscientes surjam de uma massa de matéria cinzenta dotada de nada além de propriedades eletroquímicas. Um problema relacionado é o de explicar como as atitudes proposicionais de alguém (por exemplo, crenças e desejos) podem causar que os neurônios desse indivíduo trabalhem e seus músculos se contraiam exatamente da maneira correta. Esses são alguns dos enigmas que têm sido enfrentados por epistemólogos e filósofos da mente desde pelo menos o tempo de René Descartes.[14]

Linguagem

Logosofia

A Logosofia, funciona em prol da auto-superação humana, por processos de evolução consciente, sabendo-se que a sabedoria soberana pertence a Deus. Considera os pensamentos entidades psicológicas autônomas que atuam, em geral, independentemente da vontade do indivíduo e gravitam sobre ele de forma muitas vezes despótica. Se geram na mente humana, onde nascem e cumprem suas funções sob a influência de estados psíquicos ou morais, próprios ou de outrem.[15][16]

Sobre o ato de pensar, define-se como um esforço consciente que habilita uma função cerebral, para que a mente possa atuar, coordenando os elementos dispersos que entrarão na formação de um pensamento cuja solução se busca.[17]

Quanto à natureza e percepção dos pensamentos, Pecotche (2005, p.55) afirma que:

A Logosofia estabeleceu uma quádrupla e interdependente classificação de pensamentos, a saber:[16]

Esta é uma das formas de classificação logosófica mas não a única. Na Logosofia se mostra como de fundamental importância identificar e classificar os pensamentos, visto que efetuada tal classificação que a princípio se consiga fazer, já não será difícil proceder à sua seleção, e esta deverá ser seguida por uma superação constante de tais pensamentos, com base no estudo e nas experiências que surjam à medida que destes se faça uso no curso do processo de evolução que se inicia.[15]

Classificação


Pensamento autista e realista: proposto por Eugen Bleuler, tem como base a relação com o ambiente interno e externo.

Pensamento de produção, reprodução e verificação: Donald Olding Hebb propôs a separação entre pensamento de produção e de verificação segundo o grau de impregnação lógica relevado pelo processo, e Norman Maier, a divisão entre pensamento produtivo e reprodutivo.

Pensamento intuitivo, analítico e sintético: proposto por Jerome S. Bruner, tem como base a origem do pensamento

Pensamento dedutivo e indutivo

Outros tipos de pensamento

Operações racionais


Patologias


Os transtornos do pensamento podem ser divididos em transtornos de curso, de conteúdo do pensamento e, em certos casos se adiciona um terceiro grupo, os transtornos de vivência do pensamento.

Transtornos no curso do pensamento

O curso do pensamento é o caminho que segue o pensamento para raciocinar, falar, informar, etc, e inclui a fluidez do pensamento, como se formulam, organizam, e apresentam os pensamentos de um indivíduo. Em todo raciocínio há um fio condutor que leva um pensamento a outro. Este fio pode conter falhas, que causam os transtornos no curso de pensamento.

Transtornos da velocidade

Os transtornos da velocidade incluem patologias que afetam a quantidade e a velocidade dos pensamentos. Seus principais transtornos são os seguintes :[18]

Transtornos da forma

Os transtornos da forma propriamente dita incluem patologias de direcionalidade e a continuidade do pensamento. Os mais significativos incluem:[18]

Transtornos de conteúdo de pensamento

Os principais transtornos incluem:[18]

Ver também


Referências


  1. González Pecotche, Carlos Bernardo (2005). "Logosofia, Ciência e Método". Editora Logosófica, 11ª edição, Lição III.
  2. Skinner, B. F. Sobre o behaviorismo. SP, Cultrix, 2006, p. 92
  3. Gestalt Theory, By Max Wertheimer, Published by Hayes Barton Press, 1944, ISBN 1-59377-695-0, 9781593776954
  4. Teach Yourself Freud, By Ruth Snowden, Edition: illustrated, Published by McGraw-Hill, 2006, ISBN 0-07-147274-6, 9780071472746, p. 107.
  5. Geraskov, Emil Asenov The internal contradiction and the unconscious sources of activity. The Journal of Psychology November 1, 1994 Retrieved from [1] Arquivado em 25 de abril de 2013, no Wayback Machine. April 17, 2007
  6. The Cambridge companion to Freud, By Jerome Neu, Published by Cambridge University Press, 1991, pg, 29, ISBN 0-521-37779-X, 9780521377799
  7. Social Psychology, David G. Myers, McGraw Hill, 1993. ISBN 0-07-044292-4.
  8. Sewell, W. H. (1989). Some reflections on the golden age of interdisciplinary social psychology. Annual Review of Sociology, Vol. 15.
  9. The Psychology of the Social, Uwe Flick, Cambridge University Press, 1998. ISBN 0-521-58851-0.
  10. Jensen, Peter S., Mrazek, David, Knapp, Penelope K., Steinberg, Laurence, Pfeffer, Cynthia, Schowalter, John, & Shapiro, Theodore. (Dec 1997) Evolution and revolution in child psychiatry: ADHD as a disorder of adaptation. (attention-deficit hyperactivity syndrome). Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. 36. p. 1672. (10). July 14 2007.
  11. Martin Heidegger, What is Called Thinking?
  12. Dreyfus, Hubert. Dreyfus, Stuart. Mind Over Machine. Macmillan, 1987
  13. a b Kim, J. (1995). Honderich, Ted, ed. Problems in the Philosophy of Mind. Oxford Companion to Philosophy. Oxford: Oxford University Press 
  14. Companion to Metaphysics, By Jaegwon Kim, Gary S. Rosenkrantz, Ernest Sosa, Contributor Jaegwon Kim, Edition: 2, Published by Wiley-Blackwell, 2009, ISBN 1-4051-5298-2, 9781405152983
  15. a b c González Pecotche, Carlos Bernardo (2005). "Logosofia, Ciência e Método". Editora Logosófica, 11ª edição, Lição IV.
  16. a b González Pecotche, Carlos Bernardo (2008). "Curso de Iniciação Logosófica". Editora Logosófica, 18ª edição
  17. http://www.logosofia.org.br/livro/Default.aspx?codigo=75
  18. a b c Julio Vallejo Ruiloba Introducción a la psicopatología y la Psiquiatría (en español). Publicado por Elsevier España, 2006; pág 187-190. ISBN 84-458-1659-4

Bibliografia


Ligações externas


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