Turfe


Turfe é o esporte que promove e incentiva corridas de cavalos. Em sua forma mais difundida, teve origem no Reino Unido e é hoje um dos esportes mais tradicionais. Envolve o treinamento do cavalo, competição e apostas.

Índice

História do turfe


O turfe, da forma em que é conhecido hoje, surgiu na Inglaterra, por volta do século XVII.[carece de fontes?] Para as competições foram sendo selecionados cavalos com aptidão para corridas, incluindo animais trazidos do norte da África das raças berbere e árabe, que eram comprados ou tomados em batalhas.[carece de fontes?] Cruzados com os melhores cavalos europeus, surgiu o cavalo puro sangue inglês de corrida, que praticamente domina a atividade turfística.[carece de fontes?]

A palavra turfe vem do inglês “turf”, que designava os primeiros eventos de corrida de cavalos.[carece de fontes?]

Hoje, na Inglaterra, a palavra turf designa coloquialmente a corrida de cavalos.

Ao Brasil o esporte chegou em meados do século XIX.[carece de fontes?]

Entidades de turfe no Brasil


A promoção de corridas de cavalos e venda de apostas em território brasileiro é regida por lei federal.[1] As principais entidades de turfe no Brasil que organizam reuniões com periodicidade semanal, dentro de um calendário oficial, constituídas de vários páreos em que competem apenas thoroughbreds em hipódromos de volta fechada (pista ovalada) são:

Existem ainda diversas outras sociedades turfísticas, que organizam corridas de cavalos em hipódromos de volta fechada (pista ovalada), como:

As principais entidades turfísticas do Brasil que promovem apenas corridas em pista de traçado reto (cancha reta) utilizando para velocidade o quarto de milha e o thoroughbred, são:

Há ainda diversas outras sociedades turfísticas que organizam corridas de cancha reta, como: Jockey Club de Santiago, Associação dos Amigos do Parque, Jockey Club Fazenda Rio Grande, Jockey Club Raia das Palmeiras.

[2]

Hipódromos


Os Jockey Clubs desenvolvem sua corridas em locais denominados hipódromos. Os hipódromos organizados são constituídos por pistas de corridas, de areia ou grama, e pavilhões.

A pista pode ser em volta fechada (com curvas e retas), ou em traçado reto (cancha reta) A pista em circuito fechado em geral tem o perímetro ovalado, e menos frequentemente, tendendo a um triângulo com atenuação dos ângulos, com seu percurso medindo geralmente entre 1500 e 2000 metros. Pode conter obstáculos a serem transpostos pelos animais em corridas especiais (não existentes no Brasil). O perímetro da pista envolve uma área central gramada denominada bacia.

A pista em traçado reto ou cancha reta é bastante frequente na áreas rurais e atende pequenas sociedades. Sua extensão mede entre 300 e 500 metros na maioria das vezes.

Quanto aos pavilhões, podem ser destinados ao público aficcionado em geral (pavilhões populares e especiais), aos sócios (pavilhão social) e aos profissionais do turfe (pavilhão paddock).

O programa turfístico


Cada corrida é chamada páreo. Uma reunião turfística é composta por vários páreos, com intervalos entre eles, quando são efetuadas as apostas. Os páreos grosso modo, podem ser comuns ou clássicos. Os comuns selecionam as inscrições por idade e número de vitórias dos animais. Os clássicos são as principais provas, e entre eles, destacam-se os Grandes Prêmios. As provas máximas de cada entidade turfística são os Grandes Prêmios, disputados com calendário tradicionalmente definido.

A partida


A largada de uma corrida de cavalos é um dos momentos mais importantes, pela possibilidade de haver algum acidente ou prejuízo por retardo de algum animal. A responsabilidade da largada é de um executor, o starter, que aciona o mecanismo que permite os cavalos progredirem na pista.

Embora alguns filmes mostrem a largada com um tiro de pistola para cima, na largada tradicional é usado o "box" (como é conhecido) ou o "starting gate"; nele cada cavalo tem seu espaço, com uma porta atrás e uma na frente e, na hora da partida, os cavalos vão para dentro do "box", são fechadas as portas (da frente e de trás) e já pode ser dada a partida, na partida toda as portas são abertas simultaneamente e a corrida começa.

As corridas


Os cavalos podem correr montados por jóqueis - corrida a galope - ou atrelados a uma aranha ou charrete (harness racing) - corridas de trote (menos comuns no Brasil).

As corridas podem ocorrer em linha reta (seja em simples canchas retas no meio rural) ou com traçado de forma ovalada, ou triangular, como em sofisticados hipódromos nas grandes cidades.

Nos percursos fechados o sentido do deslocamento dos animais varia nos diversos hipódromos, sendo o sentido horário left-handed -(o mesmo dos ponteiros do relógio), o mais frequente; mas também há corridas right-handed, no sentido anti-horário (ao contrário dos ponteiros do relógio). Na Inglaterra é utilizado o sentido horário ("english style"). Nos EUA e no Brasil é mais utilizado o sentido anti-horário ("american style").

O percurso pode ser plano ou com obstáculos, chamada steeplechase, menos frequente.

As distâncias dos percursos variam nas competições, mas situam-se na maioria das vezes entre 400 metros, nas canchas retas, até 4000 metros em provas especiais, denominadas Grandes Prêmios.

As distâncias mais habitualmente percorridas são: 1000 metros para os cavalos mais velozes (sprinters); 1600 para os animais chamados milheiros (1609 metros=uma milha); e 2400 (milha e meia) para competidores mais resistentes (fundistas).

O cavalo de corrida atinge uma velocidade acima de 60 km/h.

Modalidades de apostas


Foi criado um Plano Geral de Apostas através de lei federal,[3] mas cada entidade atende as suas particularidades.

Existem várias possibilidades de apostas,sendo as mais tradicionais:

Pule ou poule é o nome popular do boleto (bilhete) de aposta.

Remates e paradas

Remate, como aposta, é uma modalidade tradicional, muito utilizada no meio rural em que é leiloado o direito de apostar em cada competidor. Pode ser formal ou informal. Parada, como aposta, é o contrato verbal entre 2 ou mais pessoas, cada uma escolhendo um ou mais competidores. Em geral é uma aposta não formal.

Premiação aos vencedores


Cada páreo, à parte das apostas, tem uma premiação em dinheiro ao proprietário do vencedor e dos mais bem colocados. Além do proprietário, nos centros de corrida organizados, também recebe uma dotação em dinheiro o jóquei, criador e o treinador. Em páreos especiais e grandes prêmios, o proprietário do animal pode também, ao lado do prêmio em dinheiro, receber um troféu.

Vigilância veterinária


Exame veterinário

Imediatamente antes da prova os cavalos passam por revisão veterinária, são pesados e verificados seus batimentos cardíacos e temperatura corporal.

Exame anti-doping

Os cavalos são submetidos ao exame antidoping. Na maioria dos hipódromos o uso de furosemida e fenilbutazona (Butazolidina) (ver doses em medicamentos veterinários) apenas são permitidas para animais com três anos ou mais idade.

Os exames são realizados após a corrida. Na maioria dos hipódromos modernos são examinados o primeiro e segundo colocados, podendo haver sorteio de um terceiro animal.

Termos e informações do programa turfístico


Situações especiais

Outros termos do programa turfístico

O ciclo do turfe


Inicia com a criação de cavalos de corrida em estabelecimentos rurais denominados haras. O primeiro passo é a escolha dos reprodutores e elaboração dos cruzamentos por estudos genéticos. No haras se processam a gestação e desenvolvimento do potro, até que esteja em idade em ir aos leilões, passando a novo proprietário, ou sendo reservado pelo seu criador.

O destino seguinte é a vila hípica dos hipódromos, onde o potro, depois de adestrado, recebe o treinamento final e adaptação as exigências das competições. É abrigado em uma cocheira sob a responsabilidade de um treinador, que detém a infra-estrutura física e de pessoal de apoio (ferreiros, escovadores, veterinários, tosadores, fornecedores de ração) para o preparo do animal. Na preparação final, é montado por um jóquei que o exercita diariamente. Então vem as competições, nas quais disputam dotações e fama.

O puro sangue inglês corre a partir dos dois anos de idade até 6, 7 ou, excepcionalmente,até dez anos. O animal pesa entre 380 a 550 quilos, porém os bons corredores, excluídas as exceções, não são nem muito pequenos nem muito avantajados em tamanho. Em corrida o cavalo carrega entre 50 a 60 quilos correspondentes ao peso do joquei e arreiamento.

Os cavalos (machos) bem sucedidos nas pistas, após o encerramento de sua atividade como corredores são levados para serem reprodutores (garanhões). Entre as éguas, a seleção por aptidão é menos rígida e a maioria é destinada à reprodução após as pistas.

Nos pavilhões dos hipódromos, nos dias de corrida, efetuam-se apostas, por aficcionados, não envolvidos com a criação, propriedade ou preparo do animal.

Os hipódromos têm uma estrutura administrativa, que mantém a praça de esportes e estão vinculados às respectivas entidades turfísticas (Jockey Clubs).

Embora a atividade de criação seja tradicionalmente exercida por pessoas de classes abastadas, pelos altíssimos custos que requer, as apostas são efetuadas por turfistas de todas as classes, mesmo com pequenas quantias. A atividade além de esporte e diversão tem relevância como atividade econômica e social, pelo elevado número de pessoas que envolve.

O turfe como negócio


A importação e exportação de corredores cria um mercado bastante ativo em que circulam quantias elevadas de dinheiro. O Brasil, hoje, recebe apreciável renda em divisas,[carece de fontes?] pois é um grande exportador de cavalos de corrida. Tem como principais mercados os Estados Unidos, a África do Sul, o Uruguai e o emirado de Dubai.

Ver também


Referências


Bibliografia


Ligações externas











Categorias: Turfe | Desportos equestres




Data da informação: 14.01.2022 09:46:34 CET

Fonte: Wikipedia (Autores [História])    Licença: CC-BY-SA-3.0

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